(Post Original de 16 de Setembro de 2013)
A ecografia obstétrica é um dos principais exames de diagnóstico utilizados para a vigilância da gravidez pois, para além do despiste de malformações, permite monitorizar o desenvolvimento do bebé.
Trata-se de uma técnica que utiliza o ultra-som para a obtenção de imagens do feto e não apresenta qualquer risco para a mãe e para o bebé.
Existem dois tipos de ecografia: via abdominal, na qual a imagem é captada através de uma sonda que é colocada sobre a barriga onde é aplicado um gel condutor dos ultra-sons, e via vaginal, onde se utiliza uma sonda que é colocada dentro da vagina.
É normal, numa fase inicial da gravidez, utilizarem a sonda vaginal pois permite a obtenção de imagens com melhor qualidade técnica.
As ecografias permitem a visualização do feto, da placenta, do liquido amniótico e do cordão umbilical. Estas podem informar acerca de possíveis anomalias físicas mas não de anomalias genéticas ou cromossómicas (para isso serve o Rastreio Pré-Natal ).
Ter em atenção que o resultado "normal" do exame ecográfico não dá 100% de garantias que o bebé nasça sem problemas. A ecografia permite uma avaliação indirecta do bem estar do bebé, não sendo possível obter certezas dos seus resultados.
Quanto à ecografia do primeiro trimestre, especificamente, esta deve ser realizada entre as 11 e as 13 semanas de gravidez e permite:
- Datar a gravidez;
- Avaliar os riscos de Síndrome de Down e outras anomalias cromossómicas;
- Diagnosticar algumas anomalias fetais;
- Diagnosticar uma gravidez múltipla;
- Diagnosticar precocemente uma morte fetal.
Como podem imaginar eu estava extremamente ansiosa em ir fazer este exame pois foi na anterior que o médico detectou a morte fetal na minha primeira gravidez.
Talvez por isso insisti em voltar a realizar a ecografia com o mesmo médico, o Dr. Luís Branco, que só posso elogiar pois é um excelente profissional (aliás realizei todas as ecografias importantes com ele)!!
O Dr. Luis, por saber da situação anterior, tratou logo de me tranquilizar ao mostrar o bebé a mexer-se e ir dando-me a sua avaliação à medida que prosseguia no exame.
Admito aqui que a ansiedade que tinha antes de fazer qualquer ecografia (pois só aí é que eu conseguia vê-lo a mexer-se e ouvia o coração a bater) só passou a partir do momento em que já conseguia sentir o bebé a mexer-se dentro de mim; é claro que aí começou a ansiedade (e necessidade) de o sentir a mexer-se todos os dias e pelo menos uma vez de manhã, outra à tarde e outra à noite!!

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