quarta-feira, 30 de julho de 2014

A Alimentação na Gravidez

(Post Original de 07 de Outubro de 2013)

A minha médica deu-me algumas recomendações sobre a alimentação na primeira fase da gravidez:
  • não comer enchidos;
  • não comer queijos frescos;
  • evitar os enlatados;
  • evitar carne mal passada e ovos mal passados;
  • não comer peixe cru e marisco;
  • evitar legumes crus se não souber se foram bem lavados;
Todas essas precauções tinham a ver com o risco de apanhar alguma infecção como E-coli, Listeria, Salmonela ou Toxoplasmose (que podem ser fatais para o bebé) e não preocupação com a "linha".

Foi-me dizendo também que a grávida não precisa de "comer por dois" e que o ideal seria engordar uma média de 1 kilo por mês de gravidez.
Durante a gravidez o que é importante é ter uma dieta variada e equilibrada (aliás como deve ser a nossa alimentação durante toda a vida).
Assim sendo:
  • devemos consumir legumes e fruta variada;
  • reduzir alimentos com demasiado açúcar ou sal;
  • evitar refeições muito condimentadas;
  • evitar o consumo de café, chás que tenham como base o chá preto ou verde;
  • evitar o consumo de bebidas gaseificadas;
  • não consumir álcool.
Acho que tive sorte durante a minha gravidez pois o meu apetite não aumentou e não passei por nenhuma fase de "desejos"; fui mantendo a minha alimentação habitual e a única coisa que passei a fazer foi comer um prato de sopa a ambas as refeições principais e no final da gravidez só engordei 10 kilos.
O que se tornou mais difícil foi comer fora de casa (em restaurantes ou casa de outras pessoas) pois com tantas recomendações a oferta de pratos reduzia drasticamente.

Para as pessoas que realmente sentem que ficaram com mais apetite o que recomendo é que não tenham "tentações" em casa (como bolachas e batatas fritas) a apostem em ter sempre iogurtes e fruta, assim sempre que vos der fome (nem que seja de 30 em 30 minutos) podem comer à vontade sem se sentirem tão culpadas no fim.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Desenvolvimento do Bebé - 14ª Semana

(Post Original de 28 de setembro de 2013)

Esta semana marca o início do 2º Trimeste.

O bebé terá cerca de 9 cm e deverá pesar por volta das 40g mas todas as estruturas básicas do corpo estão formadas.
Por esta altura o bebé tem um rosto cada vez "mais humano", os olhos e as orelhas começam a juntar-se. Começam a formar-se as cordas vocais e o bebé já começa a ensaiar movimentos respiratórios de inspiração e expiração.
Pela acção dos impulsos cerebrais, os músculos faciais começam a exercitar-se, pelo que já pode revirar os olhos, franzir as sobrancelhas e fazer caretas.
Já tem impressões digitais nos dedos e as mãos tornam-se funcionais, pelo que começará a aprender a movimentá-las e poderá chuchar no polegar; os braços estão mais proporcionais ao resto do corpo.
Os órgão genitais externos já estão completamente formados.
A placenta funciona agora em pleno e faz chagar todos os nutrientes e oxigénio necessários ao desenvolvimento do bebé.

Para a mãe, esta poderá ser a melhor fase da gravidez. Por esta altura os enjoos e os vómitos deverão desaparecer de vez e volta o apetite (infelizmente).
O útero ainda não está suficientemente grande para ser notado exteriormente mas já poderão notar que algumas roupas começam a ficar mais apertadas.
A pele pode começar a secar e a possibilidade do aparecimento de estrias  aumenta, sobretudo nos seios, abdómen, coxas e ancas.
Poderão ocorrer problemas de obstipação; a subida de progesterona e a pressão do útero em crescimento fazem com que os movimentos intestinais diminuam.

Nesta fase, o desejo sexual também pode aumentar e é perfeitamente normal (e é de aproveitar pois quando a barriga começa a crescer a vontade, de ambas as partes, pode diminuir).
Também podem começar as oscilações de humor.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Ecografia Obstétrica do Primeiro Trimestre


(Post Original de 16 de Setembro de 2013)

A ecografia obstétrica é um dos principais exames de diagnóstico utilizados para a vigilância da gravidez pois, para além do despiste de malformações, permite monitorizar o desenvolvimento do bebé.

Trata-se de uma técnica que utiliza o ultra-som para a obtenção de imagens do feto e não apresenta qualquer risco para a mãe e para o bebé.
Existem dois tipos de ecografia: via abdominal, na qual a imagem é captada através de uma sonda que é colocada sobre a barriga onde é aplicado um gel condutor dos ultra-sons, e via vaginal, onde se utiliza uma sonda que é colocada dentro da vagina.
É normal, numa fase inicial da gravidez, utilizarem a sonda vaginal pois permite a obtenção de imagens com melhor qualidade técnica.

As ecografias permitem a visualização do feto, da placenta, do liquido amniótico e do cordão umbilical. Estas podem informar acerca de possíveis anomalias físicas mas não de anomalias genéticas ou cromossómicas (para isso serve o Rastreio Pré-Natal ).

Ter em atenção que o resultado "normal" do exame ecográfico não dá 100% de garantias que o bebé nasça sem problemas. A ecografia permite uma avaliação indirecta do bem estar do bebé, não sendo possível obter certezas dos seus resultados.

Quanto à ecografia do primeiro trimestre, especificamente, esta deve ser realizada entre as 11 e as 13 semanas de gravidez e permite:
  • Datar a gravidez;
  • Avaliar os riscos de Síndrome de Down e outras anomalias cromossómicas;
  • Diagnosticar algumas anomalias fetais;
  • Diagnosticar uma gravidez múltipla;
  • Diagnosticar precocemente uma morte fetal.
Para verificar se o bebé apresenta sinais de Síndrome de Down o médico avalia a translucência da nuca e a presença do osso nasal. A avaliação da translucência é verificar um espaço específico na nuca do bebé que se contiver líquido a mais poderá ser indicador de uma anomalia. Um bebé que nesta fase ainda não tenha presença do osso nasal também é outro indicador de uma possível anomalia.


Como podem imaginar eu estava extremamente ansiosa em ir fazer este exame pois foi na anterior que o médico detectou a morte fetal na minha primeira gravidez.
Talvez por isso insisti em voltar a realizar a ecografia com o mesmo médico, o Dr. Luís Branco, que só posso elogiar pois é um excelente profissional (aliás realizei todas as ecografias importantes com ele)!!
O Dr. Luis, por saber da situação anterior, tratou logo de me tranquilizar ao mostrar o bebé a mexer-se e ir dando-me a sua avaliação à medida que prosseguia no exame.

Admito aqui que a ansiedade que tinha antes de fazer qualquer ecografia (pois só aí é que eu conseguia vê-lo a mexer-se e ouvia o coração a bater) só passou a partir do momento em que já conseguia sentir o bebé a mexer-se dentro de mim; é claro que aí começou a ansiedade (e necessidade) de o sentir a mexer-se todos os dias e pelo menos uma vez de manhã, outra à tarde e outra à noite!!

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Rastreio Pré-Natal do Primeiro Trimestre

(Post original de 09 de Setembro de 2013)

O rastreio pré-natal é muito importante (e deve ser realizado) pois permite, junto com a ecografia, calcular o risco do bebé apresentar determinadas anomalias cromossómicas.
O resultado deste teste apresenta (sem 100% de certezas) um risco reduzido ou aumentado do bebé ter essas anomalias.
O conhecimento desse risco pode ajudar a futura mãe a decidir se quer ou não fazer testes de diagnóstico mais específicos (amniocintese) para obter uma resposta mais concreta sobre a existência (ou não) do problema.

Então, estas análises devem ser realizadas entre a 9ª semana e a 13ª semana da gravidez e uma semana antes da Ecografia Obstétrica do 1º Trimestre.
Nelas são medidas duas proteínas, a BhCg e a PAPP-A e servem para calcular o risco do bebé ser portador do Síndrome de Down (Trissomia 21), Síndrome de Patau (Trissomia 13), Síndrome de Edwards (Trissomia 18) e também se o bebé terá Espinha Bífida.
Este teste tem uma taxa de detecção entre os 90% e os 97%.
A ter em atenção que um teste indicando risco reduzido não exclui a possibilidade do bebé sofrer qualquer tipo de anomalia nos cromossomas nem elimina a possibilidade de defeitos congénitos, atraso mental ou outras doenças não detectadas pelo rastreio.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Desenvolvimento do Bebé - 10ª à 12ª semana


(Post original de 07 de Setembro de 2013)


A partir da 10ª semana a cauda do embrião desaparece.
Já se veem todos os membros, o nariz e os olhos e quase todos órgãos, ossos e músculos com que irá nascer estão formados.
A cada dia que passa mais pequenos detalhes começam a aparecer: unhas dos dedos dos pés e das mãos e uma  ligeira penugem.
Os órgãos sexuais estão quase constituídos, porém, poderá ainda não ser possível verificar o sexo na ecografia.
O coração do bebé já bate com força.
Nesta altura o bebé já se movimenta, estica-se e "dá pontapés" mas ainda não é perceptível.
A partir desta fase o bebé só tem que crescer, desenvolver e fortalecer!

Para a mãe esta altura poderá ser de alívio pois os principais desconfortos (enjoos, vómitos) do inicio da gravidez tendem a desaparecer, assim como decrescem as hipóteses de aborto espontâneo.
Os seios também vão ficando mais volumosos e a cintura deixa de ser "de vespa" e começa a perder a forma.
Começam também os "desejos" por doces e aumenta a vontade de urinar.

Felizmente, para mim, nunca tive enjoos nem vómitos; o que se mantém são os mamilos extra-sensíveis (não lhes posso tocar com nada)

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Vigilância Médica


(Post original de 31 de Agosto de 2013)


Os cuidados pré-natais são fundamentais para uma gravidez saudável e tranquila e para o bom desenvolvimento do bebé.

Assim sendo, é imprescindível a ida regular à gin/obs (ou médica de família), mais ao menos de mês a mês, e seguir todas as indicações dadas e fazer todos os exames prescritos, pois muitas das complicações que surgem durante a gravidez poderão ser solucionadas se forem detectadas a tempo.

Na primeira consulta, a médica irá fazer um exame ginecológico para verificar se não existem infecções ou outros problemas; irá fazer uma ecografia para confirmar a gravidez e verificar de quanto tempo estamos grávidas e procurar ouvir o coração do bebé (que é realmente o momento porque tanto ansiamos) e irá fazer um exame físico como medir a tensão, ver o nosso peso e altura.
Nesta primeira consulta a médica também irá fazer um relatório clinico exaustivo e é importante não ocultar nenhuma informação como consumo de álcool, tabaco ou drogas pois já se sabe que essas informações são muito importantes para o desenvolvimento saudável do bebé.
A médica também irá perguntar a data da última menstruação pois é a partir daí que se calcula a data de concepção do bebé e qual a data prevista do parto.
É também nesta consulta que a médica prescreve a ecografia do 1º trimestre e os marcadores bioquímicos.

Nas próximas consultas a rotina repete-se ( a não ser que surga uma situação especial): a médica analisa exames que tenham sido efectuados, faz perguntas sobre o estado geral, verifica o peso e a tensão arterial e faz uma nova ecografia para ver a evolução do bebé e ouve o coração do bebé.

É nesta altura que devemos colocar todas as nossas dúvidas e receios pois não há ninguém melhor do que a nossa médica para nos aconselhar e sossegar.

A partir da 28ª semana (se tudo estiver a correr bem) a médica poderá querer que as consultas passem a ser de 2 em 2 semanas e a partir da 36ª semana a vigilância passa a ser de semana a semana até ao momento do parto.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

De Férias!! Ou nem por isso??


(Post original de 29 de Agosto de 2013)


No dia em que fomos ao consultório da Dra Celeste Pereira e confirmamos a gravidez já tínhamos as nossas férias marcadas: 10 dias em Xeraco, Valencia, Espanha com os meus sogros, cunhados e sobrinha!!
Quando dissemos à médica que isso implicava uma viagem de carro de 10 horas esta mostrou-se (vamos dizer) um pouco alarmista e fez um rol de advertências:

  1. Não andar mais de uma hora de carro e parar pelo menos 10 minutos pois podia correr o risco de abortar;
  2. Não comer enchidos, queijos, salsichas ou qualquer enlatado pois podia correr o risco de abortar;
  3. Tanto na praia como a dormir nunca colocar a barriga para baixo pois podia correr o risco de abortar;
  4. etc, etc...
Todas estas indicações mais o facto de nós ainda não querermos dizer nada à nossa família tornaram-nos muito reticentes nesta ida de férias, mas por outro lado a vontade de uns dias de descanso de "papo para o ar" era muita. Então, como fazer para que a família não desconfiasse??
Fora o facto de termos que inventar desculpas para as paragens de carro, para o não comer certas comidas, não beber e se me desatavam a dar enjoos ou vómitos??

Depois de muito falarmos acabamos por decidir ir na mesma de férias e esperar pelo melhor; se houvesse alguma coisa que fizesse a família desconfiar lá teríamos que admitir (também não vinha mal ao mundo por isso), mas não queria dizer que não usássemos alguns subterfúgios...

Quanto à situação da viagem foi bem resolvida: há 2 anos atrás eu fui operada à coluna e usando isso como desculpa fui (e vim) o tempo todo deitadinha no banco de trás do nosso carro e fazíamos pausas, não de 1 em 1 hora, mas de 2 em 2 horas.

Quanto à questão da comida e da bebida, insinuei que estava de "regime" e assim tornou-se fácil contornar as coisas que não podia comer; felizmente também não tive um único enjoo ou vómito.

Quanto ao facto de não me poder deitar a apanhar sol nas costas acabei por me manter mais activa e passava o tempo na água, ou a caminhar na areia, ou a jogar raquetes...

Claro que apesar de ter corrido tudo (aparentemente) bem e a família não ter desconfiado de nada, não quer dizer que não passasse todos os dia preocupada (principalmente face ao que aconteceu anteriormente) e mal chegamos das férias fomos fazer um nova ecografia para garantir que estava tudo bem; e estava!!

O bebé vai com 9 semanas e 5 dias e a vingar!!